quinta-feira, 30 de abril de 2009

Por uma Madeira independente...

Como podem perceber pelo título deste post, venho propor a independência da Madeira. É certo que com isto, o dito melhor jogador do Mundo deixaria de ser Português. No entanto, as causas que me movem são puramente lógicas e, direi mesmo, irrefutáveis. Antes de começar a minha argumentação (que creio, farão vossa no final deste post), peço-vos que vejam com atenção a seguinte foto:



Vou tentar não comentar a brilhante (literalmente) indumentária, bem como o apito, que considerava exclusivo de árbitros e polícias sinaleiros. Ah! E de professores de Ed. Física. As luvas modelo “yohh yehhh”, também não vão merecer a minha atenção. Postos de parte estes desprezáveis pormenores, pergunto-vos, e peço uma resposta o mais sincera possível: Se eu vos dissesse que esta festa se tinha passado em Marrocos ou mesmo no Congo, vocês não acreditavam?
É claro que sim! Não fosse aquela cara bolachuda ser tão familiar e branca que qualquer um pensaria imediatamente em África e naquelas festas com rituais tribais. Contudo, admito não ficar chocado. Afinal, a Madeira até está mais perto de África…
Se juntarmos a isto o desejo de independência do Sr. Alberto, a melhoria da imagem do país quando o tal senhor deixar de ser associado a Portugal e a poupança em mais de 200 milhões de euros que voam do continente para aquela ilha, não vos parece justa a minha proposta?


Despeço-me com beijinhos no umbigo mas só naqueles que parecem cartuchos de aspirador, como o do Sr. Alberto.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Sport Charneca de Caparica e Benfica

Ao longo da minha inquieta humanidade (como diria o Doutor Mourinho) tenho imensa pena que na minha zona de residência não tenha existido uma equipa de futebol decente. E por decente entenda-se: uma equipa que jogue na primeira divisão, que de vez em quando meta umas bolas nas balizas adversárias, que de vinte em vinte anos passe por uma final da Taça ou por uma competição europeia, que não corrompa árbitros ou pelo menos que não seja apanhada a fazê-lo e obviamente que não tenha os salários em atraso, ou pelo menos que tenha dinheiro para a água dos chuveiros (por uma questão de saúde pública), para uns Gatorades e para uns pães com marmelada. Isto já me deixava saciado!

Mas a triste realidade é que o futebol na margem sul é uma porca miséria. Nenhum clube se aproxima, nem por sombras, destes requisitos mínimos. Canários, Pescadores da Costa da Caparica, Cova da Piedade, Amora não são exemplos de boas instituições desportivas. O Vitória de Setúbal, apesar de ser o único que joga na primeira divisão, não conta para esta dissertação porque a proximidade física não é suficiente para ser tomado em conta e para além disso os jogadores andam a jogar á borla (uma verdadeira baderna), o que é feio, não é bonito como um dia disse o Bochechas. Mas, no meio deste cenário negro, parece que surge no meio da bruma algumas luzes de esperança. Foi criada recentemente uma nova entidade desportiva, o Sport Charneca de Caparica e Benfica... aqui bem perto do meu "quintal", quem haveria de dizer. Só o tempo dirá se será este o clube que vai levar o futebol na margem sul para outro patamar.

Não sei se o Sport Charneca de Caparica e Benfica alguma dia será campeão de alguma coisa, mas tenho a certeza que já é o campeão do humor, esse título já no foge, como fica bem demonstrado por este inquérito presente no site do clube:

Alice in Wonderland….

directed by Tim Burton, é um dos filmes que mais me eriça os pêlos das virilhas neste momento em que vos falo. Olha para eles todos eriçadinhos! Com estreia marcada para 2010, conta no elenco com a pandilha Burtoniana do costume, composta por gente como Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Christopher Lee e Johnny Depp. A minha teoria sobre Johnny Depp: O tipo claramente não toma banho, tem uma higiene oral duvidosa e uma indumentária que nada fica a dever à pobreza de um sem-abrigo. Porque é que o sexo feminino se sente tão atraído? Mistério… E reparem que isto não é má vontade. Brad Pitt, George Clooney, Jude Law, tudo fenómenos facilmente perceptíveis. Depois dizem que é o carisma, a rebeldia, o mistério. Nós, quando achamos uma gaja boa, é porque normalmente, e dependo dos gostos, essa gaja é realmente podre de boa. Tipo Scarlett Johansson, Gisele Bundchen, Angelina Jolie, nos dias em que toma o pequeno-almoço. Nunca nos ouviram dizer, ah e tal a Amy Winehouse é espectacularmente misteriosa e por isso gostosa. Nunca. Mas o Johnny Depp para a comunidade feminina sim senhora. Esquisitices à parte, aqui fica a foto do mal lavado, mas extraordinário actor como Mad Hatter.

mad-hatterjp

Se a conjugação deste elenco e do universo gótico-fantástico de Tim Burton com a mitologia de Alice in Wonderland já faziam prever coisinha boa, agora chegam notícias do casting mais inspirado que Tim Burton já realizou: o grande Stephen Fry, enorme humorista e actor inglês como Mestre Gato ou Cheshire Cat, dono de um famoso sorriso sarcástico. Bem ao estilo de Fry! Que grande Freak Show que para ali deve ir! Olha eles todos eriçadinhos…

sexta-feira, 17 de abril de 2009

*//%### wants to keep up with you on Twitter, come on mate!

Queria fazer aqui um apelo público. POR FAVOR, não me enviem para o mail mais requests para me registar no Twitter. “Presunçoso do car*lho”, pensam vocês. Também, um pouco, mas neste caso não é essa a razão. Provavelmente o Twitter até envia estes requests automaticamente (não faço puto de ideia), mas de certeza que, escondida no meio de muitas outras, há uma opção que evita o envio destas mensagens. Vão lá e clicam na caixinha. Não custa nada e evitam-me o trabalho de apagar dezenas destas porras por semana.

Agora porquê? Porque é que eu não me inscrevo no Twitter de uma vez, acabando assim com esta agonia? Porque é que me recuso a ir contra essa corrente, cada vez mais forte e implacável? Vejamos possíveis razões.

1) Desconhecimento do que consiste o serviço. Errado, com tantos emails e pessoas a falarem disto, já lá fui dar a minha espreitadela. Eu e mais uns milhões valentes. Portanto, esta não serve. Próxima.

2) És burro demais para funcionar com aquilo. Até podia ser, claro que sim, não ponho em causa o meu nível de burrice. Mas nunca tentei, nunca me registei, sei lá eu se sou. Premissa plausível portanto, mas não verificada. Próxima.

3) Gostas de ser do contra. Eu? Claro que não, eu quero é integrar-me, ter amigos, pessoas que gostem genuinamente de mim. Ou pelo menos alguém que se sentasse ao meu lado no autocarro, já era bom. Portanto, esta também não serve.

Porquê, então?

Simplesmente, porque não gosto do conceito. Hã, ca giro! Aposto que esta nunca lhes passou pela cabeça. Justificando, aquilo é, pura e simplesmente, uma devassa da vida privada de alguém. E quem não expuser a vidinha toda ali, desde mudar ou não todos os dias de roupa interior, até ao sítio onde costuma ir comprar fruta, não está a respeitar o espírito que presidiu à criação do agora famoso Twitter.

“Mas tu tens um blog, que é quase é mesma coisa!” Bom para já o blog não é meu, é partilhado com mais dois malfeitores que dividem a responsabilidade do que para aqui vai. Logo, se este blog representasse as nossas vidas, apenas 1/3 seria relativo à minha. Mas esse não é o argumento principal. O argumento principal é que, num blog, podemos escrever o que bem entendermos, no Twitter não. Ah pois é minha gente, não sabiam desta? Ora experimentem lá entrar no Twitter de alguém. O que é que aparece logo em cima, o que é? WHAT ARE YOU DOING? Não aparece WRITE WHATEVER YOU WANT, WE DON’T GIVE A F*CK ou GET A LIFE! ou, simplesmente nada, como num blog. Não, a pergunta é o que raios é que estás a fazer neste preciso momento, para o bem estar da humanidade, meu preguiçoso! O que, no meu caso, conduziria invariavelmente à reposta NADA DE QUE ME POSSA ORGULHAR A MIM OU AOS MEUS PAIS! Por isso, escolho não ter Twitter. Escolho, a palavra-chave aqui é escolho. Gosto muito da minha privacidadezinha e, além do mais, não considero que tenha uma vida suficientemente interessante para que alguém a queira seguir. Ter Twitter ia obrigar-me a mentir constantemente para parecer minimamente cool! E eu não quero uma vida recheada de mentiras. Por isso, acho que o Twitter devia ser reservado a pessoas com vidas verdadeiramente interessantes, tipo aquele inglês do Freeport, por exemplo. “Saí agora da Judicária”, “Acabo de receber uma ameaça de morte para mim, para a minha família e para três gerações passadas”, “Levantei o dinheiro todo das Offshores, vou viver para Djibouti”, “Ups…se calhar já falei de mais” e por aí fora. Agora os outros esqueçam lá isso. Tá bem? Pronto…

twitter

Livro do Humor Negro

Maréchal Mac-Mahon

(1808-1893)

A febre tifóide é uma doença terrível: ou se morre, ou se fica idiota. Disso percebo alguma coisa: eu tive-a.

 

terça-feira, 14 de abril de 2009

Brüno



Brüno, Delicious Journeys Through America for the Purpose of Making Heterosexual Males Visibly Uncomfortable in Presence of a Gay Foreigner in a Mesh T-Shirt, pois é mais um Alter Ego de Sacha Baron Cohen a chegar ao cinema. Desta feita, não é Ali G, nem tão pouco Borat Sagdiyev, mas sim Brüno, um apresentador de televisão austríaco que tenta levar o seu programa de moda para os Estados Unidos e que para além disso tem um piquinho a azedo. Os americanos serão mais uma vez os catalisadores de todas as piadas, de todo o gozo, até porque nenhum outro povo se expõem tanto a esse papel. Sacha Baron Cohen é um grande artista, um verdadeiro Picasso da chalaça, e vai com certeza empenhar-se ao máximo em cada piada, por mais perigosa que ela seja, o realizador é o mesmo do brilhante Borat, Larry Charles. Tudo aponta para que este seja um dos filmes mais engraçados do ano... epá, o que dava jeito agora era termos uma espécie de carimbo, do género: "Nós apoiamos esta cena!" ou "Com o apoio Botox Social".

video

Hombre, eso no es un pañuelo…(2)

Numa conversa com meu pai, adepto fervoroso da associação desportiva da qual Quique Flores é treinador, levantou-se a hipótese de que os grandes panos brancos vistos pelo treinador espanhol, no último jogo em casa, poderiam não ser lençóis, mas sim toalhas de mesa, provenientes dos restaurantes sobranceiros ao relvado, mais concretamente do restaurante panorâmico que dá acesso às bancadas do estádio.

Embora esta hipótese seja um pouco menos malvada, e também muito menos divertida, que a teoria dos lençóis, não invalida, no entanto, as considerações que considero serem aquelas que passam pela cabeça de alguém que decide agitar um lençol ou uma toalha de mesa em sinal de desagrado. Ou seja, e relembrando, “Quique, queremos untar-te com mel e dar-te a comer aos ursos, enquanto te passamos com uma Gillette nos mamilos, meu grandessíssimo bastardo de uma égua!”

O debate relativo à origem dos grandes pedaços de tecido contínua, estando este espaço aberto a opiniões. Bem hajam.

O jogo - quique flores[5]

domingo, 12 de abril de 2009

Hombre, eso no es um pañuelo…

Saudações leoninas! E pronto, assim de maneira quase indolor assumo a minha filiação clubística. Porquê? Porque hoje, dia 12 de Abril de 2009, assumo também que me encontro solidário com Quique Flores, mister da Associação Desportiva localizada nas traseiras do Colombo.

Todos temos direito a exprimir o nosso desagrado em relação a algo. E quem segue a bola, sabe bem que os adeptos dos dois maiores clubes de Lisboa têm razões de sobra para estarem insatisfeitos, daquela forma que quase provoca o vómito. É também normal que, quando os adeptos desejam ver um treinador pelas costas, lhe comecem a acenar com uma série de  pañuelos, sejam eles de papel ou de tecido. O importante é que estes tenham a cor branca. Desconheço a origem desta manifestação de desagrado, que não é exclusiva dos estádios desportivos, mas a verdade é que esta funciona particularmente bem neste tipo de recintos, ainda para mais se for acompanhada de um bom coro de assobios.

Perante as últimas exibições do Benfica, era expectável que num dos próximos jogos em casa Quique Flores fosse brindado com uma série de lenços Renova ou, se formos mais poupadinhos e preferirmos o Lidl, Floralys Soft a agitar nas mãos de hordas de adeptos enfurecidos. A propósito, confesso que ver alguém a bufar de fúria, que quer exteriorizar toda a sua raiva, e que a forma que encontra de o fazer é agitar um muito rabichola lencinho branco, me parece, por si só, hilariante.

Mas o que aconteceu hoje no Estádio da Luz foi mais grave. O que aconteceu hoje revela, por parte da comunidade benfiquista, requintes de uma malvadez sinistra. O que aconteceu hoje foi planeado com antecedência e, mais grave, partindo do pressuposto de que o clube que se julga do coração perderia escandalosamente. Hoje, Quique Flores viu não só lenços brancos, mas lençóis brancos. Sim, daqueles de pôr na cama. Sigam-me neste raciocínio. Os benfiquistas teriam de acreditar piamente, e com alguma antecedência, na derrota do seu clube, engendrar todo um plano que lhes permitisse levar um lençol para dentro do estádio, passar todo o jogo na esperança de que a Académica marcasse um golo, esperar que esse golo fosse o suficiente para, pelo menos, garantir um empate aos estudantes e, só aí, desfraldar o lençol do descontentamento. Só aí eles seriam felizes. Ora isto, meus caros, é ruim e perverso demais, até para um benfiquista. Se mostrar um lenço branco é o equivalente a dizer “Quique, queremos ver-te bem longe do balneário benfiquista na próxima época”, mostrar um lençol branco é o equivalente a dizer, mais ou menos, “Quique, queremos untar-te com mel e dar-te a comer aos ursos, enquanto te passamos com uma Gillette nos mamilos, meu grandessíssimo bastardo de uma égua!” Ou qualquer coisa de equivalente.

E isto, por mais divertido que possa parecer, é despropositado. Por tudo isto, Quique, daqui te envio o meu apoio incondicional enquanto estiveres no comando técnico do Benfica! Por tudo isto, e porque sou do Sporting! Mas mais por tudo isto!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Viva a Suécia!

Não, não vamos bater mais no ceguinho. Isto é, na selecção nacional...
Podíamos, isso sim, discutir as características psicológicas e físicas deste povo. Especialmente as últimas e no que diz respeito ao sexo onde a pilinha não vem de nascença. Se bem que nos tempos que correm, tal membro fálico surge cada vez mais cedo nas ditas pessoas que não o trazem de origem. Não é Alfie Patten e Chantelle Stedman?
Para falar sobre este tema convidei a Helene Svedin. Convite que ela aceitou logo e que, diga-se, incluía umas fotos exclusivas com as palavras Botox Social tatuadas em cada uma das suas nádegas. A contrapartida era não dizer ao Figo. Eu não lhe disse nada mas ao que parece ele quis tentar aquela posição em que as nádegas ficam bem à vista quando olhamos para baixo... e descobriu a tatuagem. Consta que fez uma cena de todo o tamanho! Não percebo porquê.

Para percebermos a maravilha que é este povo deixem-me falar-vos sobre os "The Fuckers". Para quem não conhece, estes, são um casalinho de actores que percorrem as ruas suecas fazendo sexo. Fantástico, não? O programa chama-se "Ballar Av Stal" e eis um pequeno vídeo:




E se em vez de importarmos programas e telenovelas ridículas, mandássemos vir uma temporada deste? Matávamos dois coelhos de uma cajadada: mandávamos o Malato para casa e subíamos o nível da televisão nacional.

À lá RFM: Vale a pena pensar nisto!